Esqueci-me o óbvio. Apresentei minha personagem infantil
sem dar-lhe um nome:
Falei de sua beleza, assim imaginariamente,
de modo que venho a saber com certeza,
que todos a conhecem, simplesmente.
Vamos chamá-la de Layla
como se fosse um silêncio a céu aberto,
ou um antigo livro estelar,
escrito simplestimento com riscos
de hidrogênio incandescente,
convidativamente aberto, aos povos
qualquer tipo de gente...
quem sabe também a outras formas
de vidas diferentes.
Layla é então aquela pureza,
e aqueles olhos que a gente jamais esquece...
não importa quantas palavras ela nos diga,
quantas palavras ouvimos dela,
tudo nela permanece.
E como Layla veio a ser criada ou apresentada...
Muitas coisas da vida vem do mar,
talvez todas, não me lembro bem
de poder apontá-las...
As tormentas do mar, na ausência da lua,
em meio a todas as formas de sonhos,
trouxeram um imenso caos no sono daquele povo.
Ali, bem ali, longe da maioria absoluta,
Layla, sempre infantil, jamais ficou adulta,
presenciava toda forma de dor e de pranto,
de todos, águas limpidas e lodo... era um espanto.
Ninguém sabe o motivo real mas o mar enfureceu:
não era desamor... apenas deu alguns passos,
no espaço que era seu e causou horror!
Havia por lá humanos e Deuses,
crentes e ateus, pecadores e inocentes,
havia crianças que dormiam, pessoas que sonhavam,
pesadelos errantes e maldosos,
O mar avançou, porque seguia
por mais que fossem fortes sãos braços,
seus abraços a água não continha.
Eles se ajudavam, se julgavam, pasmos,
da sorte que tinham de poder transitar
entre os que mais sofriam.
Layla estava por la... sua poderosa mãe,
estava viva, poderosa,simplesmente
PORQUE PODIA ESTAR VIVA.
e mais que isto conseguia pensar em ajudar.
Aos eternos olhares infantis de Layla, sua
mãe era muito poderosa... transitava por
lá, meio às lágrimas, meio a coragem,
de assumir que não estava morta,
que não conseguia morrer,
que continuava a ouvir suspiros e lamentos,
tristezas e orações, mesmo sem nenhum fundamento.
Mas naquele instante, onde todos precisavam de ajuda,
a PODEROSA MÃE carregava Layla eternamente infantil,
em seus braços, era filha, muitissimo amada,
adorada, daquela senhora, filha única,
filha de sangue, filha de um grande e eterno amor,
de um amor fundamental que rasga a carne,
em dores, para semear a vida.
E Layla era o coração daquela corajosa senhora.
sempre atada ao seu peito, ao seu abraço.
A corajosa senhora sabia que se deixasse Layla,
jamais a reencontraria... mas se não a deixasse,
ajudar, não poderia.
Com a pequena e adorada Layla nos braços,
a poderosa Senhora, chamou alguém,
que no meio das dores e do sofrimento,
transitava também... procurando, filhos,
parentes, amigos, ou ajudando simplesmente.
Olhou para Layla e disse ADEus!
Dalva, a mulher negra que ouviu o chamado
se aproximou... quem sabe alguém seu por ali
estivesse...resgatado daquela noite de tragedia.
A poderos Senhora disse á Negra, preciso de tua ajuda,
tome Layla nos braços e a entregue á primeira pessoa
boa e justa que encontrares...
quase tudo por ali era escombro
mas a negra tinha muito fortes ombros.
Abraçou Layla e a Poderosa senhora
caminhou para o mar nem pode ver se Layla chorou...
Os dias de sol acabam chegando
aos corações, e mesmo que recusados,
brilham e abraçam tudo...
vão aquecendo aos poucos o caminho
de cada um,
uma curva, outra curva,
um mar de coisas turvas
afastam da memória,
por algum tempo, por muito tempo e até para
sempre algumas comoventes histórias...
Assim Layla foi dada,
A uma bela senhora que a recebeu com as duas mãos
apontadas para o céu,
que a recriou em seu nobre e belo
castelo, que nada mais que o seu próprio coração,
E a belíssima Layla lança
seus olhares, com muita abundância
para todos os lugares, lares,
pessoas... e nos seus olhos
a promessa eterna: nunca deixara
de ser criança,
nem de atar-se ao coração
de uma pessoa justa
nem de fortalecer toda e qualquer esperança
que pelo mundo anda.
Layla - pequena e singela homenagem - Maria Melo.
menina de conchas
Menina de conchas, trabalho original criado por Maria Melo - arte nas conchas do mar - Brasil - Paraná
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Poeminaridade
O poema parece morto.
Não tem pé de meia.
Todo dia na tela,
numa aquarela de girassóis.
O poema vê os olhos....
de seu leitor, só olhos.
Decide sair da tela,
fugir daquele falso horror.
Quero ser um poema vivo,
mesmo que não seja de amor.
Atravessa porta, portaria e paredes...
senta na sala,
vaga... entretanto,
nele não há história de pranto,
desesperança ou desencanto.
Fala baixinho de amor,
quase ninguém ouve,
mas como negar o que está escrito,
nas folhas do pé de couve.
Uma profecia pra cumprir...
na palma da mão, num baralho de bar,
no miolo do pão.
Um poema vivo, cativo,
não nega sua escrita, sobre a folha,
não é aflito, também não é bolha,
Fica esquisito, um poema fora da tela,
com mãos, braços,
e barriga da perna...
Ás vezes, o poema entristece,
mas ele é tão velho
como aquela aquarela,
que ele vê todo dia da janela.
São minhas nuvens negras,
estas que esconderam o teu sol.
Meu frio, arco íris de chuva
rondando ao teu redor.
Não tem pé de meia.
Todo dia na tela,
numa aquarela de girassóis.
O poema vê os olhos....
de seu leitor, só olhos.
Decide sair da tela,
fugir daquele falso horror.
Quero ser um poema vivo,
mesmo que não seja de amor.
Atravessa porta, portaria e paredes...
senta na sala,
vaga... entretanto,
nele não há história de pranto,
desesperança ou desencanto.
Fala baixinho de amor,
quase ninguém ouve,
mas como negar o que está escrito,
nas folhas do pé de couve.
Uma profecia pra cumprir...
na palma da mão, num baralho de bar,
no miolo do pão.
Um poema vivo, cativo,
não nega sua escrita, sobre a folha,
não é aflito, também não é bolha,
Fica esquisito, um poema fora da tela,
com mãos, braços,
e barriga da perna...
Ás vezes, o poema entristece,
mas ele é tão velho
como aquela aquarela,
que ele vê todo dia da janela.
São minhas nuvens negras,
estas que esconderam o teu sol.
Meu frio, arco íris de chuva
rondando ao teu redor.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Introductory chapter... was a time...

A sea... many seas... all seas.
They had congregated in oceanic assembly:
Philosophy... meditation...religion...art...
science and happiness.
They had thought centuries
and finally sad:
We are not a plant of toys.
We, the waters, are a very serious mechanism.
Therefore, I always see the children
playing in the sand of the beach.
We, the waters lick its Little foot,
we lick its Little hands, its faces
like a great dog, but we do not play.
We, the waters, manufacture all the life
of the alive life until the life deceased,
of the life deceased until the mineral
and the vegetable life.
The life of all form of life of the planet
until the perpetual life.
But we do not play.
In act, registered in the time had decided to send CONCHINHAS for the children
who were playing in the sand.
Thus a multitude of CONCHINHAS
woke up on the sand of the beach
and under the sun of the human beings.
Perhaps it was the start of the world.
It starts, here, our history.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Pessoas...

Sou viciada em pessoas...
Mar de carne, sangue e osso
par de olhos sibila e ecoa...
vida marinha do fundo do poço.
pessoas, umas mais densas
outras muito mais líquidas
outras ferro em pedra condensa
as águas de sabor, insípidas.
Mar de olhos vivos, profundos
de faces de olhares secretos
sei mergulhar no seu mundo
sobreviver neste deserto.
as multidões passam pelo destino
sem sequer a perceber a mão
que cobre de flores o caminho
que qualquer um deixa pelo chão....
pessoas, pedra que é berço eterno
Lama morna, de forno e luar
mar que é ventre e cerno
histórias descondensadas.
sábado, 25 de agosto de 2007
Foi assim...
Tanto fez
que a alma tirou do céu...
Não era pecado o cometido
era amor, desconhecido.
Deus surpreendido
pelos desejos humanos
aproveitou-se do ocorrido
para concretizar seus planos
Fundar a terra
num mar de lama
fosse amor ou fosse a guerra
entregar-se quem o ama.
Deus... só assim se fez
senhor da dor
da fina pétala de jasmim
que esconde a sua cor..
Mas eu amo o som de passarinho
mais passarinho, mais eu adoro
melodia e ritmo em desatino
orquestra em êxtase, é glória.
E digo sempre obrigado
por este mundo sem eira nem beira
que cabe dentro do meu segundo
e dura a vida inteira.
que a alma tirou do céu...
Não era pecado o cometido
era amor, desconhecido.
Deus surpreendido
pelos desejos humanos
aproveitou-se do ocorrido
para concretizar seus planos
Fundar a terra
num mar de lama
fosse amor ou fosse a guerra
entregar-se quem o ama.
Deus... só assim se fez
senhor da dor
da fina pétala de jasmim
que esconde a sua cor..
Mas eu amo o som de passarinho
mais passarinho, mais eu adoro
melodia e ritmo em desatino
orquestra em êxtase, é glória.
E digo sempre obrigado
por este mundo sem eira nem beira
que cabe dentro do meu segundo
e dura a vida inteira.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
slóva

Ya ne gavarío pa ruskii
Ya ne panimaio pa ruskii
ya ne pissat pa ruskii
ya ne tchitaio pa ruskii.
Zvuk slova - som da palavra.
Chto znatchit et slóva... pa ruskii...
O que significa esta palavra russa...
Ya ne znaio... eu não sei.
Ya znaio znatchit slóva certse ( vida)
Pchinitsa ... pão e trabalho.
Zalatúyu ( Ouro) Sóntse ( sol )
Meus olhos sabem
Ya ne panimaio pa ruskii
ya ne pissat pa ruskii
ya ne tchitaio pa ruskii.
Zvuk slova - som da palavra.
Chto znatchit et slóva... pa ruskii...
O que significa esta palavra russa...
Ya ne znaio... eu não sei.
Ya znaio znatchit slóva certse ( vida)
Pchinitsa ... pão e trabalho.
Zalatúyu ( Ouro) Sóntse ( sol )
Meus olhos sabem
o que significa primavera
em russo... ( visnú)
Vida... Ya magú.. eu posso ver
Vida... Ya magú.. eu posso ver
o que significa qualquer coisa
dentro do mundo,
meus olhos não tem fronteiras,
assim como os elementos da terra, também não.
Chuva (docht´
é chuva em qualquer idioma do mundo,
em qualquer parte do planeta.
Meus olhos não tem fronteiras.
Gde granítsa...
Eu sei ver Mãe, filho,
amigo, árvore, rio, mar, pássaro,
em qualquer idioma...
vejo igual.
Ya minyá balit pa ruskii.
Ya minyá lyiob pa ruskii.
gde granítsa... Cadê fronteira...
Ya minyá balit pa ruskii.
Ya minyá lyiob pa ruskii.
gde granítsa... Cadê fronteira...
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Il cuore
Hum.........
Ha......... La prima parole del cuore
Il silenzio.
Il mio pensiero è pieno di luci, di niente.
La prima parole del cuore:
Il sole, il mio pensiero è pieno de caldo.
Il mio pensiero è pieno de la mattina
del sogni de una bambina.
La prima parole del cuore
occhi fermati, è pieno del mare
del mare di stella de la note.
La prima parole del cuore
è pieno di bacio
di bacio del suo desidero
Ha......... La prima parole del cuore
Il silenzio.
Il mio pensiero è pieno di luci, di niente.
La prima parole del cuore:
Il sole, il mio pensiero è pieno de caldo.
Il mio pensiero è pieno de la mattina
del sogni de una bambina.
La prima parole del cuore
occhi fermati, è pieno del mare
del mare di stella de la note.
La prima parole del cuore
è pieno di bacio
di bacio del suo desidero
domingo, 19 de agosto de 2007
Un Viejo ...

Un viejo en su pensión
piensa en su sufrir
con la su depresión
quiere su propio morir.
Vea las mujeres bonita
toda en el algazaras
e el con su alma aflija
en su viaje bizarra.
la vida non es buena
a quién non crea en amor
a quién non crea ni sueña
sin temer la dolor.
Mi viejo amigo
con la su dolor a la mano
porque non sueña con migo
soy sus mejores planos
Que quiere de la vida
si amor non interesa
si las abres floridas
pasas con su presa.
Mi viejo non si va
nueva estrada aparecerá
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Sem motivo....
Sem razão alguma
o sol faz seu trajeto
não porque o homem pede
dele qualquer objeto.
Sem qualquer motivo
a lua vai passarela
pousar entre as estrelas
também em qualquer janela
A chuva chove o vento voa
não por desejo ou vaidade
mas o fazem à toa
à mercê de qualquer vontade.
E eu o que quero de mim
além de estar viva agora
de percorrer qualquer caminho
que a vida inventa lá fora.
Então é você minha busca
pra matar a saudade que me olha
que o tempo e espaço não ofusca
a esperança que o adora.
o sol faz seu trajeto
não porque o homem pede
dele qualquer objeto.
Sem qualquer motivo
a lua vai passarela
pousar entre as estrelas
também em qualquer janela
A chuva chove o vento voa
não por desejo ou vaidade
mas o fazem à toa
à mercê de qualquer vontade.
E eu o que quero de mim
além de estar viva agora
de percorrer qualquer caminho
que a vida inventa lá fora.
Então é você minha busca
pra matar a saudade que me olha
que o tempo e espaço não ofusca
a esperança que o adora.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Ovo de passarinho...

Bem no comecinho
a saudade é um ovo de passarinho
alojado no coração
quietinho no seu ninho.
vai bicando suavemente
a casca insípida e inodora
que envolve ternamente
o seu ontem e seu agora....
Mas no repente da vida
cresce penas, agita as asas
abre os olhos, afia o bico
quebra a própria casa.
mas... coração sem janela
sem lua, luar, onda mar
arco íris de aquarela
brilho de estrelas no olhar.
Pássaro não chora
põe o sangue a circular
buscar notícias lá de fora
num canto do seu cantar...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Meu Eu

É velho e é visível.
É visível na pele de quem sente o tempo
uma estranha porém antiga
sensação.
Meu eu é único
é sensível
por quem passa noites sem dormir
É visto, palpável,
flexível, amável,
toma forma, abre os olhos
canta e encanta
sem motivo.
É justo, puro, necessário
é confiável, hereditário
trabalhador de naves
de órbitas, de itinerário.
Meu único eu
é misteriosamente todo seu.
A minha vontade
é vinda de sua estranha alma
que é toda sua
porque é toda minha.
Minha solidão
é a do coração mergulhado no peito
do pássaro retido nas asas,
da água que mata a sede.
Da ausência do amor no mundo
da ausência mundo lá fora
deste mesmo mundo que agora
se guarda dentro, profundo.
por isso, escrevo
as escritas são fragmentos desta natureza
que sonha e pensa que é feliz.
É visível na pele de quem sente o tempo
uma estranha porém antiga
sensação.
Meu eu é único
é sensível
por quem passa noites sem dormir
É visto, palpável,
flexível, amável,
toma forma, abre os olhos
canta e encanta
sem motivo.
É justo, puro, necessário
é confiável, hereditário
trabalhador de naves
de órbitas, de itinerário.
Meu único eu
é misteriosamente todo seu.
A minha vontade
é vinda de sua estranha alma
que é toda sua
porque é toda minha.
Minha solidão
é a do coração mergulhado no peito
do pássaro retido nas asas,
da água que mata a sede.
Da ausência do amor no mundo
da ausência mundo lá fora
deste mesmo mundo que agora
se guarda dentro, profundo.
por isso, escrevo
as escritas são fragmentos desta natureza
que sonha e pensa que é feliz.
Meus diamantes e pérolas....

São tão poucos os momentos
que passo com você:
corpo e alma dispendiosos
param no tempo, num universo veloz.
Meus diamantes e pérolas
verdades inéditas se vão
como coisas banais,
pelo vento, pelo chão
brilhando à luz do dia.
As palavras do filme de amor
que encantam e emocionam
são ditas assim em cenas bizarras
com olhares descrentes, risos irônicos.
Vejo tudo
mas se não vejo seus olhos
estou calado, carrancudo.
Não quero olhar meu dia sem você.
Nem me esquecer na noite, sem você.
Não quero caminhão de sonhos
nem de realidade, viagens fantásticas
nem estranhas fatalidades...
quero a humildade do seu sorriso
para mim, um riso bobo de felicidade
de quem tem coragem de confiar.
que posso fechar os meus olhos e dormir
e você sempre poderá me acordar.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Aguas

Na tela
agora minhas ideias
fluindo, aos poucos, meio rimas
meio versos, meio celas.
São águas que rolam destino abaixo
aos cachos, cachoeira e saltos.
São águas que evaporam
entre nuvens se escondem
são águas daqueles que choram
são águas daqueles que sonham.
Águas puras, atômicas, profundas
de alma de luz de corpo velado.
Também são águas, sujas, imundas
dos rios mortos do mundo, afogados.
São águas secretas
minam vida em qualquer parte
águas minhas incontidas
sob a forma de arte.
E acima de tudo,
a arte sob forma de vida.
Na tela
o pensamento vivo
caminha, se arrasta e voa
como peixe mergulhado
na neblina
a estrada é de sol e garoa.
A terra gira
as nuvens secam
as águas voltam e ficam
porque são essenciais.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
A minhoca

Aminhoca não arreda o pé da terra
bailarina clássica,de música inaudível entranhada
na sua alma de puro barro.
Dança, salta,
não tira o pé do palco
assombra com sua coragem de
enfrentar o sol
sua vida tão frágil.
não tira o pé do palco.
A árvore não lê suas folhas
balança, chaqualha os galhos
a semente voa....
se cai, a enxurrada arrasta, enterra
mas a árvore não tira o pé da terra.
Outra árvore, assombrosa, frondosa surge
sem evolução
sem reclamação, sem monotonia,
sem repetição... só para chaqualhar os galhos...
espalhar sementes... construir sertão...
O pássaro, coça as penas, balança as asas
abre o bico, não tira o pé do palco
não sai da cena.
leve feito brisa,
a noite, ninguém dele tem notícias.
A onça, o leão
são mais fortes que napoleão...
mais bonitos que Cleópatra
No cinema são maravilhosos
suas roupas únicas no mundo
despertam inveja das estrelas mais brilhosas.
Não abandonam seu olhar selvagem
suas garras de aço
sua força estrondosa
sua agilidade,
não há valor de troca.
A onça e o Leão
não procuram evolução.
não tiram o pé do chão
em nenhuma situação.
O peixinho, o tubarão
no profundo, fundo dos oceanos
não fazem planos de revolução
vivem...como se a eternidade
já tivesse a solução.
Suas escamas, suas camas
sempre muito limpas arrumadas
mala prontas pra viagem
nadadeira sempre afiada.
Os peixinhos, tubarões, baleias
golfinhos, estrelas do mar,
borboletas da areias
são sempre shows vividos
nas arenas de suas vidas.
Não tiram o pé do palco
não dormindo sai da cena.
pessoa pensa,e é esse o dilema.
busca evolução, recompensa
o futuro, talvez, fome imensa
daquilo que se guarda na despensa.
Mas nesta lei de aprendizagem
só vale qualquer coisa negociável
que possa ser adquirida
por camelô desonesto
que faz pontos na estrada da vida.
Inocentes ou ignorantes
entregam tempo e vida
o sangue restante das veias
que alimenta a grande ferida.
Mas seu pé do chão
a terra não desprende não.
Não tira o homem do palco
o cenário tão lindo, é deslumbrante
os olhos dele errante
quer paraíso delirante.
sua alma de menino
não para de sonhar,
seu choro é sino
eternamente a repicar.
às vezes, é música,
brilho de estrela, no orvalho do mar
mas a terra e o homem um do outro
sempre será.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Saudade

Tenho saudades do amor
bem dentro do meu coração
gosto de flor pisada, dor
perfume derrado no chão.
A saudade é do amor do coração
não é do seu amor, minha saudade
ele me vem sempre sem qualquer razão
sem precisar nenhuma verdade.
Seu olhar... cordilheira indecifrável
que separa mundos e mundos infinitos
um limite entre eu e o mar
que romper jamais a vida permite.
Não me importo...

Não me importo
que não esteja aqui
Não me importo que se tenha ido
não me importo que não virá.
Não me importo que não me sorria
nem que não me toque em seu sonho
não pensa em mim no seu dia-a-dia
que não saiba que sou tristonho
Não me importo com seus outros amores
com seus abraços e beijos ao léu
nem que sofra todas as dores
que são inerentes ao seu céu.
Que tenha cruzado mares
ido para o oriente, outros por de sois
que medite sobre profundos olhares
e que jamais seremos nós...
Não importa que queira partir todo dia
a todo instante, uma nova fuga
debruço-me sobre meu trabalho
na sua ausência meu universo enruga.
E olho pela janela o oceano do tempo
suas grandes ondas que levam lavam
investem contra eternos pensamentos
palavras sonoras do meu coração lavra.
que não esteja aqui
Não me importo que se tenha ido
não me importo que não virá.
Não me importo que não me sorria
nem que não me toque em seu sonho
não pensa em mim no seu dia-a-dia
que não saiba que sou tristonho
Não me importo com seus outros amores
com seus abraços e beijos ao léu
nem que sofra todas as dores
que são inerentes ao seu céu.
Que tenha cruzado mares
ido para o oriente, outros por de sois
que medite sobre profundos olhares
e que jamais seremos nós...
Não importa que queira partir todo dia
a todo instante, uma nova fuga
debruço-me sobre meu trabalho
na sua ausência meu universo enruga.
E olho pela janela o oceano do tempo
suas grandes ondas que levam lavam
investem contra eternos pensamentos
palavras sonoras do meu coração lavra.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Pessoas....
O bicho...

Eu... fora do meu planeta.... nem pensar
é uma visão impossível
tenho tripas de barro
coração de terra, indivisível.
Sobre as dores e sofrimentos
com as penas se fazem as asas
quais sejam os tormentos
escorrem em lavas e brasas.
Passos... vida inteira
procurando caminhos
escondidos sob meus pés.
atravesso rua sem saída
esperança de esquina qualquer.
É o destino, o famoso...
que se ergue de repente
num gesto, numa força
num palpite de coração.
coração

C oração, vá direto ao sentimento
aos brados, aos berros, sem temor
no fundo escuro, sem ressentimeno
revirar os escombros da minha dor.
Coração, ainda que se contorcendo
arrastando pelo chão tuas penas
vá direto ao sentimento, te ordeno
desmontar cenário, refazer as cenas
teu grito liberdade e salvação
nascem da tua dor, as tuas asas
tuas preces mais horrendas são
versos escorrendo de mãos em brasa
No enfarto, cabalando, anda te levanta
tantas auroras ainda por despertar
traz à tona tua alma tão santa
santa de tanto sofrer por amar.
Eu...

Eu? ...fora do meu planeta
é uma visão impossível...
nem na guerra
Meus olhos são feitos de ar
minhas penas são feitas de terra.
As brancas nuvens do céu
tocam a estrada
Nem luz do dia nem da noite
Só madrugada.
As sombras não são escuras
nem também iluminadas
As palavras são mornas
meio adocicadas.
Os olhos são quase perdidos
na luz dos sonhos, apagada
Entreabertos, vencidos
estrelas e luas, cansadas.
Ao longe um violino já soa
entre as matas trêmulas de bambuzais
asas adormecidas ecoam
entre as flores dos arrozais.
Assim começa outro dia
não será bom nem mal
aurora de pura fantasia
do estranho mundo animal.
O pensamento

O pensamento é feito mar
repleto de vidas
Universo eterno em construção
de luz, sangue, rosa ferida
Trabalho árduo de órbitas e mãos.
Nele há infinitos personagens
que compõem a história
do meu tempo.
O coração é catador de sementes
lavrador das flores do trigo
doador de pão.
Os olhos criam luz
as mãos trabalham as estrelas
as poetiza no coração.
O pensamento possível
do humano ao divino
torna tudo visível.
Eu só sei contemplar.
O passado

A estrada está intacta
guarda a marca de todos os pés
o vento ainda sopra
as folhas das árvores e os sapés.
Os passarinhos ainda são os mesmos.
O fio de água virou um lago
A casa velha uma igreja
as sombras das árvores
sol ardente viraram.
E os jovens viraram velhos
A estrada ainda é bela e jovem
tão jovem quanto o bebê mais recente
os campos florescem por toda parte
igualzinho a antigamente.
É outro mundo aquele da menininha
que minhas mãos em sonho toca
O riacho, a arapuca o brejo dos sapos
O medo, as rezas e as beatas
sempre estarão lá, guardados no tempo.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
A fuga
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