rua das flores

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Poeminaridade

O poema parece morto.
Não tem pé de meia.
Todo dia na tela,
numa aquarela de girassóis.
O poema vê os olhos....
de seu leitor, só olhos.


Decide sair da tela,
fugir daquele falso horror.

Quero ser um poema vivo,
mesmo que não seja de  amor.

Atravessa porta, portaria e paredes...
senta na sala,
vaga... entretanto,
nele não há história de pranto,
desesperança ou desencanto.

Fala baixinho de amor,
quase ninguém ouve,
mas como negar o que está escrito,
nas folhas do pé de couve.

Uma profecia pra cumprir...
na palma da mão, num baralho de bar,
no miolo do pão.

Um poema vivo, cativo,
não nega sua escrita, sobre a folha,
não  é aflito, também não é bolha,

Fica esquisito, um poema fora da tela,
com mãos, braços,
e barriga da perna...

Ás vezes, o poema entristece,
mas  ele é tão velho
como aquela aquarela,
que ele vê todo dia da janela.

São minhas nuvens negras,
estas que esconderam o teu sol.
Meu frio, arco íris de chuva
rondando ao teu redor.

Elvis Presley - Suspicious mind

menina de conchas

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