Sem razão alguma
o sol faz seu trajeto
não porque o homem pede
dele qualquer objeto.
Sem qualquer motivo
a lua vai passarela
pousar entre as estrelas
também em qualquer janela
A chuva chove o vento voa
não por desejo ou vaidade
mas o fazem à toa
à mercê de qualquer vontade.
E eu o que quero de mim
além de estar viva agora
de percorrer qualquer caminho
que a vida inventa lá fora.
Então é você minha busca
pra matar a saudade que me olha
que o tempo e espaço não ofusca
a esperança que o adora.
Menina de conchas, trabalho original criado por Maria Melo - arte nas conchas do mar - Brasil - Paraná
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Ovo de passarinho...

Bem no comecinho
a saudade é um ovo de passarinho
alojado no coração
quietinho no seu ninho.
vai bicando suavemente
a casca insípida e inodora
que envolve ternamente
o seu ontem e seu agora....
Mas no repente da vida
cresce penas, agita as asas
abre os olhos, afia o bico
quebra a própria casa.
mas... coração sem janela
sem lua, luar, onda mar
arco íris de aquarela
brilho de estrelas no olhar.
Pássaro não chora
põe o sangue a circular
buscar notícias lá de fora
num canto do seu cantar...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Meu Eu

É velho e é visível.
É visível na pele de quem sente o tempo
uma estranha porém antiga
sensação.
Meu eu é único
é sensível
por quem passa noites sem dormir
É visto, palpável,
flexível, amável,
toma forma, abre os olhos
canta e encanta
sem motivo.
É justo, puro, necessário
é confiável, hereditário
trabalhador de naves
de órbitas, de itinerário.
Meu único eu
é misteriosamente todo seu.
A minha vontade
é vinda de sua estranha alma
que é toda sua
porque é toda minha.
Minha solidão
é a do coração mergulhado no peito
do pássaro retido nas asas,
da água que mata a sede.
Da ausência do amor no mundo
da ausência mundo lá fora
deste mesmo mundo que agora
se guarda dentro, profundo.
por isso, escrevo
as escritas são fragmentos desta natureza
que sonha e pensa que é feliz.
É visível na pele de quem sente o tempo
uma estranha porém antiga
sensação.
Meu eu é único
é sensível
por quem passa noites sem dormir
É visto, palpável,
flexível, amável,
toma forma, abre os olhos
canta e encanta
sem motivo.
É justo, puro, necessário
é confiável, hereditário
trabalhador de naves
de órbitas, de itinerário.
Meu único eu
é misteriosamente todo seu.
A minha vontade
é vinda de sua estranha alma
que é toda sua
porque é toda minha.
Minha solidão
é a do coração mergulhado no peito
do pássaro retido nas asas,
da água que mata a sede.
Da ausência do amor no mundo
da ausência mundo lá fora
deste mesmo mundo que agora
se guarda dentro, profundo.
por isso, escrevo
as escritas são fragmentos desta natureza
que sonha e pensa que é feliz.
Meus diamantes e pérolas....

São tão poucos os momentos
que passo com você:
corpo e alma dispendiosos
param no tempo, num universo veloz.
Meus diamantes e pérolas
verdades inéditas se vão
como coisas banais,
pelo vento, pelo chão
brilhando à luz do dia.
As palavras do filme de amor
que encantam e emocionam
são ditas assim em cenas bizarras
com olhares descrentes, risos irônicos.
Vejo tudo
mas se não vejo seus olhos
estou calado, carrancudo.
Não quero olhar meu dia sem você.
Nem me esquecer na noite, sem você.
Não quero caminhão de sonhos
nem de realidade, viagens fantásticas
nem estranhas fatalidades...
quero a humildade do seu sorriso
para mim, um riso bobo de felicidade
de quem tem coragem de confiar.
que posso fechar os meus olhos e dormir
e você sempre poderá me acordar.
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